O que se entende por política (continuação)
No entanto é totalmente contrária a intenção que a política demonstra àquilo que deveria ser, vemos um mar de erros e visões estreitas ao significado político. Quando na verdade a política existe para oferecer uma solução ou agir em função de um bem supremo aos homens. Cabe, então, aos governantes cuidarem e utilizarem do poder público de maneira que revitalizem os objetivos sociais.
É a ação transformadora do real e da história que a política investe.
“Os homens fazem sua própria história, mas não segundo condições que eles mesmos escolhem (Engels).”
Para Engels as condições atuais dos homens dependem das condições objetivas trazidas pelo desenvolvimento histórico anterior para servir de base à sua atividade.
É o trajeto histórico que permite a ciência política manter e modificar a interação social de acordo com o esperado. Porém a política influencia mas também pode ser influenciada pelo povo. Sua ideologia transformadora atinge todos os ramos sociais, inclusive a cultura que é usada como forma de manter as originalidades identificadoras de determinada sociedade.
Cabe aqui colocar que política é feita por todos e não apenas por quem faz os partidos políticos. Seria ignorância dizer que não somos políticos ou não participamos da mesma, uma vez que estamos engajados nos movimentos sociais, seja direto ou indireto. Porém há controvérsia na afirmação já que os grupos também podem se originarem da política tendo assim mentalidades opostas àquelas que têm os grupos de base.
Conclui-se portanto que o termo política é usado com diversos objetivos, no entanto o significado que manteria ou melhor se aproximaria de “política” é o uso extremo dessa para o bem comum da sociedade, com a coletividade, clareza e amplitude.
Resta-nos dizer que política se constrói e quem faz os políticos somos nós, mas a democracia que rege a política nem sempre é compensadora, um exemplo claro é que nós escolhemos o candidato, o elegemos e podemos trocá-lo a cada quatro anos. Contudo no espaço do primeiro ao último ano ficamos subjugados as decisões impostas por aqueles que demos confiança, nesse ínterim esperamos uma política satisfatória ao bem coletivo.
Anderson Santos de Sales
Graduado em História na UERN
Escrito por andersonsantos189 às 07h36
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